Como se poderão lembrar eu fui à Bósnia para o Volunteer Summer Summit da EFIL (European Federation for Intercultural Learning) em 2014. Nesse ano estava a viver em Florença então apanhei um ferry boat de Ancona para Split, onde passei alguns dias e depois apanhei um autocarro de 8 horas para Sarajevo – apesar da distância ser curta, as estradas não são as melhores.
Finalmente em Sarajevo tínhamos algumas horas para explorar a cidade. Sarajevo é uma cidade “estranha”, ou seja não parece uma cidade mas ao mesmo tempo não parece uma aldeia. Parece que a modernidade apoderou-se da cidade velha mas o estilo otomano é ainda muito presente. A cidade está visivelmente dividida e há um ponto marcado no chão onde se pode tirar duas fotos, uma em cada direcção da rua, que parece que estamos num sítio completamente diferente. Para um lado os cristãos do império austro-húngaro, para o outro os muçulmanos e a sua arquitectura característica. Porque era Ramadão era muito interessante passar perto das mesquitas (também porque antes desta viagem eu não tinha ideia que a maior parte dos bósnios são muçulmanos!). Devido à sua longa e rica história de diversidade religiosa e cultural, Sarajevo era chamada por vezes de “Jerusalém da Europa” ou “Jerusalém dos Balcãs”. É a única cidade europeia que tem uma mesquita, uma igreja católica, uma igreja ortodoxa e uma sinagoga no mesmo bairro.
Chove muito neste país, todos os dias há uma chuvada – talvez seja por isso que a última floresta tropical na Europa se encontre neste país. Foi também em Sarajevo que Franz Ferdinand foi assassinado e com isso despoletou a 1ª Guerra Mundial. Esta presença sente-se por toda a cidade, uma vez que restaurantes, hostels e hóteis foram baptizados em honra do arquiduque austro-húngaro. Foi de facto no Hostel Franz Ferdinand que eu fique e devo-vos dizer que foi dos melhores, senão o melhor, hostels onde alguma vez fiquei!