Como prometido, um outro post sobre a nossa curta visita à cidade de Amesterdão, este focado num cruzeiro pelos canais que decidimos fazer à última da hora! Pagámos 16€ por pessoa, directamente no cais de embarque de Damrak, mas mais tarde vimos o mesmo passeio a 13€ por pessoa, em agências. O passeio é de uma hora, circular, sai de Damrak e regressa ao mesmo sítio e tem audioguia em 19 línguas diferentes, sendo português obviamente uma delas. É coberto, mas todo em vidro, o que é bom para quem quer tirar fotografias – eu fui ao lado de uma janela que abria, ainda melhor – e também para quando chove, que foi o caso de quando fizemos o passeio.

Saímos então de Damrak, virámos à direita passando à frente da igreja de Saint Nikolas, padroeiro da cidade, até ao Waalseilandgracht (gracht significa canal), onde começámos a ver as primeiras casas-barco, que hoje em dia já pagam impostos à cidade de Amesterdão uma vez que já partilham a rede de esgotos, saneamento e electricidade, ao contrário do que acontecia antigamente. Continuámos pelos canais Oudeschans e Zwanenburgwal, passando pelo mercado de Waterloo e pela ópera, já no rio Amstel, o “canal” mais largo da cidade, para imediatamente entrar no mais estreito Herengracht, um dos que circundam a cidade. Foi aqui que descobri que o melhor sítio para sentar seria do lado esquerdo do barco, pois só quem estava sentado desse lado conseguiu fotografar as sete pontes em arco alinhadas do Reguliersgracht.

Sempre no Herengracht passámos por zonas da cidade em que as casas eram tão caras que ninguém lá conseguia viver, excepto o Primeiro Ministro, pois era lá que se encontrava a sua residência oficial, o audioguia fazia-nos reparar nas fachadas dos vários edifícios, nas suas terminações de variadas formas e no gancho comum a todas, a única forma de elevar mobiliário para os pisos superiores, uma vez que as escadas seriam demasiado inclinadas. Noutra parte da cidade os terrenos tinham todos 6 metros de largura, pelo que as casas não poderiam ser mais largas do que isso (excepto se se comprassem dois terrenos adjacentes e ainda assim tinham de, por fora, fingir que eram dois edifícios distintos).

Aprendemos também o motivo de tantos edifícios inclinados por Amesterdão. Esta cidade está toda construída sobre estacaria de madeira, tal como a nossa Baixa Pombalina. O problema é quando a maré desce muito e estas estacas ficam ao ar por longos períodos, fazendo com que a madeira apodreça. Assim sendo pouco a pouco estão a substituir as estacas de madeira por betão, empreendimento que não deve ser nada fácil!

Vislumbrámos brevemente o canal Singel, percorremos o Westertoegang, por debaixo da via férrea, para chegarmos ao IJ, o canal (nem sei se lhe posso chamar canal) que liga ao mar e onde começámos a ver a cidade moderna, começando com o museu Eye Film, a estação e a sala de concertos. Deixámos o Ij pela Oosterdoksdoorgang para continuar com a modernidade de Amesterdão: o Nemo Science Museum e a Biblioteca Openbare. Regressámos assim ao Damrak, onde terminou o cruzeiro!

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