Voo nocturno de Lisboa para Helsínquia. Chegámos ao hotel às 7h da manhã locais e uma vez que era a minha primeira vez na Finlândia não havia tempo a perder! Dormi duas horinhas e depois de um belo pequeno almoço parti para o centro para me encontrar com a minha amiga Iina, finlandesa, e que me iria guiar por Helsínquia nesse dia. Helsínquia não é muito grande e por isso fizemos a cidade toda a pé (o que resultou em 23km caminhados, o meu record até agora em estadias). Toda a cidade tem muitas influências arquitectónicas russas e escandinavas, edifícios lindíssimos e um passeio muito agradável de se fazer. Ao largo da capital finlandesa temos várias ilhas sendo a de Suomenlinna e a de Seurasaari algumas das mais turísticas e dois dos pontos a visitar – felizmente como terei várias hipóteses de lá regressar prefiro fazê-lo no Verão – o que também prova que é impossível ver tudo o que há para ver em Helsínquia num dia. Depois de passarmos pela praça do mercado, com vistas para as ilhas, visitámos a Catedral de Uspenski, a maior igreja ortodoxa da Finlândia, do tempo da ocupação russa. Continuámos pelo bairro de Katajanokka Skatudden, de arquitectura bastante interessante – a Iina sabe o que eu gosto! De verdade o que eu mais gostei da cidade foi da sua arquitectura em geral, o contacto com o mar, os veleiros de madeira!
Em pleno Outono a cidade estava pintalgada de folhas amarelas, lindíssimas! Vimos ao longe a pequena ilha de Tervasaari e decidimos dar lá um pequeno passeio. Depois disso a inevitável Catedral de Helsinquia, ou a Catedral Branca, como é conhecida localmente. Luterana, e assim bastante despida no seu interior. Daí fomos até à estação central, desenhada pelo arquitecto finlandês Eliel Saarinen. No interior tem um Burger King que ocupa parte do edifício, por isso também desenhado por Saarinen. Seguimos até ao Auditório Finlandia, do arquitecto Alvar Aalto, provavelmente o arquitecto finlandês mais famoso de todos os tempos. Finalmente o mais esperado do dia, a igreja Temppeliaukio ou igreja da pedra, uma igreja construída a partir de uma rocha maciça de granito, cujo interior foi extraído para dar forma às paredes. Fui lá em ambos os dias e num deles pagava-se e no outro não, por isso não percebi a lógica, talvez fosse porque no dia em que se pagava estava a acontecer um concerto, que também me disseram que acontecia com alguma frequência. Ainda assim, segundo o site parece que é sempre pago (3€). Jantei com o resto da tripulação no restaurante Kiila onde pude jantar um hamburguer de rena, bastante interessante.