O desafio de ir a Lyon partiu da minha mãe pois neste fim de semana era o lançamento do Beaujolais Nouveau (vinho novo da região de Beaujolais, uma região demarcada que conseguiu fazer famoso o seu vinho novo, vinho normalmente menos apreciado por ainda não ser muito bom). Chegámos a Lyon dia 15 à tarde para descobrir que o grande evento tinha sido à meia noite de 14 para 15, a abertura das garrafas de vinho novo. Lyon tem uma geografia peculiar, uma lingua de terra entre os rios Rhône e Saône onde se encontra o centro moderno e depois a Vieux Lyon na outra margem do rio Saône. Foi aqui que passámos a maior parte do tempo, a explorar as suas ruas antigas e os seus traboules. Os traboules são passagens usadas pelos artesãos da seda através dos edifícios para se chegar mais rapidamente ao rio. As primeiras remontam ao século IV e ajudam à circulação dentro da cidade, uma vez que as ruas perpendiculares ao rio são poucas. Hoje em dia a maioria dos traboule são em propriedade privada, pois atravessam edifícios de habitação, mas a maioria está aberta ao público durante o dia, basta procurar os botões cinzentos nas portas e esperar que elas abram!
Também nesta margem do Saône encontramos a colina de Fourviére, com a sua Catedral de Notre Dame de Fourviére, que se pode aceder a pé ou de teleférico (debaixo de terra) desde o sopé da colina. O interior da catedral é impressionante a ainda mais impressionante é o facto da cripta ser toda uma outra enorme igreja! A vista desde a colina é também bonita, todos os telhados da cidade velha e os rios de um azul turquesa! Também no topo da colina encontramos dois anfiteatros romanos da cidade de Lugdunum (o que os Romanos chamavam a Lyon). Voltámos à base da colina e continuámos a explorar as suas ruas e principalmente os seus traboules (algo viciante, procurar os botões cinzentos à espera que esse seja um dos que aceitam visitas e abram automaticamente!).