Uma das paixões que o Jorge e eu temos em comum é uma cerveja belga, a Delirium. Assim, em Fevereiro, pedi uma estadia em Bruxelas nas folgas dele para podermos ir juntos. Decidimos então visitar a cidade de Bruges, uma cidade romântica conhecida pelos seus canais.
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Apanhámos o comboio em Bruxelas e aproximadamente uma hora depois chegávamos a Bruges. Só com alguns pontos de referência no mapa, da estação seguimos a torre da igreja de Nossa Senhora, que nos parecia ser o centro. O céu estava cinzento, o que destacava a cor de tijolo de quase todos os edifícios da cidade.
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Ao pé da igreja encontrámos o primeiro ancoradouro dos barcos turísticos e como o céu estava a abrir achámos que seria o momento ideal para fazer o “cruzeiro”, de modo a termos uma visão geral da cidade. A voltinha de barco dura 30min e custa 10€ por pessoa, com explicações em inglês e francês. Como fomos os últimos a entrar naquele barco ficámos nos lugares do meio, algo pouco ideal para as fotografias…
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O tour começa para sul e vai pelo canal principal até à Sashuis, uma casa que contém uma eclusa, que garante o nível da água dentro da cidade, impedindo assim que haja inundações. Pelo caminho passamos pelo Begijnhof (uma espécie de condomínio privado para mulheres que não se casavam mas, embora religiosas, não queriam viver num convento), uma fábrica de cerveja – cujo cheiro é fedorento -, o antigo hospital de Sint-Jan que agora alberga um centro cultural e, claro, a Igreja de Nossa Senhora. Passando novamente pelo ponto de partida seguimos agora para norte até à praça Jan van Eyck, onde encontramos uma estátua do pintor. No caminho são-nos indicados os outros canais que nos levam, de um lado para o mar, do outro para a cidade de Gante, a cerca de 50km, provando que toda esta rede de canais era muito importante para o comércio do país. Neste troço do cruzeiro encontramos a parte mais bonita da cidade – edifícios originais em madeira, os topos das fachadas de várias formas e feitios, edifícios imponentes!
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Já tendo uma ideia geral da cidade faltava explorar os lugares onde os canais não chegam. No caminho para a grande praça do Mercado, encontrámos uma passagem giríssima com uma parede com, provavelmente, todas as cervejas belgas que existem.
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A praça é de uma beleza extraordinária. No centro várias carruagens puxadas a cavalo esperam pelos turistas, ao redor temos casas de várias cores, museus, edifícios do governo, todos tanto velhos como maravilhosamente mantidos!
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Depois do almoço (e de termos escapado à chuva por estar dentro do restaurante) decidimos voltar à Praça Van Eyck e agora percorrer a pé o que tínhamos feito de barco. Apesar de agora já estar nublado, estes canais continuavam a ser de uma beleza arrebatadora, agora vistos de outra perspectiva, mais atenta, com mais tempo.
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Já com algum frio decidimos ir regressando calmamente à estação, passando no final pelo pátio do Begijnhof, para regressarmos a Bruxelas, onde várias cervejas nos esperavam no Delirium Café!
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