Estive aqui ausente durante dois meses e um dos motivos é obviamente a falta de viagens! Com toda esta situação do coronavirus a minha situação na TAP está suspensa e as habituais viagens semanais deixaram de acontecer. Nos últimos dias urgia-me voltar a criar conteúdo para partilhar convosco, sem ideia do que poderia escrever e só hoje me dei conta que não partilhei aqui nada sobre a minha viagem de uma semana à Madeira no início de Agosto!

Para visitar a Madeira é pedido um teste negativo de COVID-19 que pode ser ainda feito no continente, num dos lugares designados pelo Governo Regional até três dias antes do voo, ou à chegada ao arquipélago, no aeroporto. Nós optámos pela segunda opção, sendo que depois temos de ficar em confinamento até ao resultado chegar, até 12h depois. Como chegámos às 21h, tínhamos de certeza o resultado até às 9h da manhã, o melhor horário para começar logo a passear!

Ficámos em casa da minha grande amiga Soraia e como não era a primeira vez de ninguém na Madeira, tivemos uma semana bastante tranquila de praia, levadas e veredas, piscinas naturais e um maravilhoso nascer do sol no Pico Ruivo, de que vos irei falar hoje.

Para se subir ao Pico Ruivo há que ir de carro até à Achada do Teixeira para “apanhar” a Vereda do Pico Ruivo, uma caminhada de 2,8km até ao ponto mais alto da ilha, a 1861m de altitude. O percurso faz-se em aproximadamente 45min, pelo que aconselho chegar à Achada do Teixeira pelo menos uma hora e um quarto antes do nascer do sol, de modo a ainda se ter meia hora no topo para se apreciar o crepúsculo que anuncia a chegada do astro rei. É importantíssimo ir bem agasalhado (incluindo gorro e luvas, onde “pequei”), levar um bom corta-vento e uma lanterna para a subida ainda de noite. Há também quem vá no dia anterior e que acampe pelo caminho ou já no topo (mas atenção pois é ilegal fazer campismo selvagem em Portugal).

Sobre a experiência em si, o mais fácil é partilhá-lo através das minhas fotografias!

Depois deste fantástico amanhecer há que voltar a descer até à Achada do Teixeira, agora já com o caminho bem visível. A partir daí temos todo o dia para continuar a explorar a ilha. Nós optámos por ir até às Piscinas Naturais do Porto Moniz, motivo para o próximo post!