Finalmente viemos a Moçambique! Porquê finalmente? Porque a minha mãe nasceu cá, na antiga Lourenço Marques, a terceira geração a nascer cá e a quinta a tocar solo africano. A diferença é que a levaram para Portugal com apenas dois meses, enquanto toda a família alargada viveu de facto em Moçambique. As histórias conhece-as todas, faltava visitar os lugares! Este ano ela fez 50 anos e com as facilidades de passagem que eu agora tenho na TAP, foi fácil escolher a sua prenda de aniversário 🙂
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Voámos para Maputo e dois dias depois para Pemba, com a LAM. A minha tetra-avó foi das primeiras colonas a ir para Porto Amélia (o antigo nome de Pemba), com a minha trisavó pequenina. A minha avó ainda nasceu lá e viveu lá até aos dez anos, quando se mudou para Lourenço Marques para casa da tia para continuar a estudar, uma vez que em Porto Amélia só havia escola até à quarta classe. É com a filha e as netas desta tia que nós estamos a ficar em Maputo. E curiosamente fomos para um pequeno hotel de charme em Pemba, o Jardim dos Embondeiros, que pertence a uma amiga desta nossa prima, a Isabel.
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O Jardim dos Embondeiros é um pequeno hotel com alma. Três casinhas, cada uma com uma decoração lindíssima, um alpendre com vista para o Índico onde se toma o pequeno almoço e onde contemplamos o rebuliço da vida dos pescadores, a enorme amplitude de maré e os tons inacreditáveis que este mar tem. Apesar da beleza, Pemba não é uma cidade 100% segura, pelo que foi incrível poder observar todas estas alterações desde uma autêntica varanda para o Índico, do nascer ao pôr do sol, sem ter de descer à praia com a câmara.
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Quando chegámos a maré estava cheia e já não a conseguimos ver vazia pois anoitece cedo (o sol põe-se às 17h40). Foi na manhã do dia seguinte que pudemos ver o mar longe e tudo o que ele esconde por baixo. Os passeios de exploração na maré baixa são maravilhosos! Aconselho levar chinelos que se prendam aos tornozelos pois há muitos ouriços e que estejam atentos aos pescadores, pois a maré sobe muito rapidamente, logo assim que vejam que eles começam a regressar para terra, é também tempo de voltar.
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Após duas noites mudámos de hotel para o Kirimizi pois quando estávamos a escolher o hotel eu insisti num com piscina e a minha mãe no outro, menos hotel igual a todos. Assim acabámos por marcar duas noites em cada hotel. Este hotel dista menos de um quilómetro do primeiro, mas a paisagem imediatamente à frente é bastante diferente, um grande banco de areia, logo menos pescadores e mais barcos “estacionados”. Já para comer, o sítio que mais gostámos foi o Kauri Resort, o hotel ao lado.
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