Os últimos três dias destas férias no México foram passados em Huatulco. O estado de Oaxaca tem duas áreas balneares principais: Puerto Escondido, onde passei o meu aniversário em 2015, mais acessível a todos, cheia de surfistas, mais descontraída; e Huatulco, onde encontramos vários resorts all inclusive, com praias privadas e bem mais caro. Como já conhecia a primeira, decidimos ir até Huatulco.
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A escolha do hotel não foi fácil, entre comparações de preços e fotografias, optámos pelo hotel Camino Real Zaashila, o que me parecia mais fotogénico, com os seus edifícios que me faziam tanto lembrar o Algarve, a Grécia e uma cidade árabe toda branca. O hotel era realmente lindíssimo e ainda tivemos direito a um upgrade para um quarto com piscina privada, coisa que aproveitámos bem, fosse o primeiro mergulho do dia, logo depois do pequeno almoço, quer após o sol se pôr, até os nossos dedos estarem todos enrugadinhos. A comida era também maravilhosa! Estive três dias a marisco, tacos de camarão, ceviche, polvo, tudo super saboroso! O restaurante do jantar era sobre a praia e na primeira noite até tivemos direito a fogo de artifício!
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De manhã à noite se ouviam os passarinhos, sempre presentes. De vez em quando avistávamos as iguanas residentes, sempre difíceis de fotografar pois rapidamente se escondiam. Numa das vezes que estávamos na nossa piscina, uma iguana toda verde trepou a enorme palmeira ao nosso lado! Tão bonito de ver! Também nessa tarde dois esquilos brincavam perto da piscina e na maré vazia apareciam uns caranguejos enormes, que fugiam sempre que eu os tentava fotografar mais de perto.
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No primeiro dia vi que pessoas que trabalhavam no hotel e alguns vendedores ambulantes subiam a rocha que limitava a nossa praia. Decidi também subir para espreitar o resto da baía, ocupada com outros resorts, bem maiores e mais cheios.
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No segundo dia fui com a minha sogra até ao centro da cidade, que eu não gosto de ficar no hotel o tempo inteiro, e visitámos a igreja que contém a maior virgem de Guadalupe do mundo – pintada no tecto de uma ponta à outra da igreja. Comprei também fruta para trazer para Portugal e visitámos a praia, de acesso público, cheia de gente sentada a comer nos restaurantes que ocupavam o areal até ao mar. O mar foi o único ponto menos positivo no nosso hotel. Huatulco é conhecido pelas suas baías de águas calmas. O nosso hotel situava-se de facto numa baía, mas levava com a ondulação de frente, como se fosse mar aberto, e esteve bandeira vermelha durante os três dias que lá estivemos. Eu ainda me armei em boa, pois não queria sair de lá sem dar um mergulho no pacífico, estive uns bons dez minutos a olhar para o mar, a perceber a ondulação, o intervalo entre ondas, onde a areia cavava mais, etc. Decidi que tinha encontrado o melhor lugar, mas mal se entrava, ficava-se sem pé e ao mesmo tempo era a zona de rebentação e como não queria ficar sem pé, levei com a onda em cima, que me recambiou imediatamente de volta para a praia 😛
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No terceiro dia os turistas de fim de semana desapareceram e ficámos com o hotel quase só para nós! Pudemos finalmente desfrutar do all inclusive, margaritas de manga a serem-nos trazidas sempre que queríamos à orla da piscina e o dia todo de papo para o ar, ao sol!
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Invejem:
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De Huatulco regressei directamente para Lisboa, mas a viagem não foi nada fácil! Quando voamos com facilidades de passagem, estamos sujeitos à disponibilidade de lugar. De Huatulco para a Cidade do México foi relativamente tranquilo, deram-me o lugar só na porta mas tive lugar. Quando cheguei à Cidade do México ainda faltavam cinco horas para o voo e tentei despachar logo a mala para estar mais à vontade. Avisaram-me logo que não havia lugares e para voltar quando faltasse uma hora para verificar se a situação tinha mudado. Fui logo para o computador verificar que alternativas tinha. O voo para Madrid que eu tinha reservado para além de ter zero lugares, tinha quarenta pessoas em lista de espera – aparentemente a Aeromexico vende bilhetes Standby a qualquer pessoa, não precisam de ser da indústria. As alternativas eram o voo seguinte para Madrid ou Londres, mais de quatro horas depois… Marquei os dois! Quando faltava uma hora para o Londres lá fui eu ver se havia lugar… começaram a chamar pelos nomes mas o meu não era chamado. Pararam de chamar nomes e eu já quase a chorar, que não conseguia sair do México e pior, teria de faltar ao trabalho! Finalmente disseram o meu nome! Até pulei! Lá fui eu até Londres e de Londres para Lisboa com a minha querida TAP! No total foram 28 horas desde sair do Hotel em Huatulco até sair do aeroporto em Lisboa…